Especial: Cobertura da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre
A magia e a barbárie do conflito que até hoje provoca a curiosidade de milhões de leitores no mundo inteiro tomaram conta da Feira. A história, as atrocidades e os segredos por trás da Guerra que mudou a história mundial são tema de alguns dos livros mais procurados por quem freqüenta a Praça da Alfândega nesses quentes dias de novembro.
Por que, mais de sessenta anos depois da assinatura do documento que confirmou a rendição do Japão e deu fim ao caos dos anos 40, o desejo por desvendar os mistérios que cercam Adolf Hitler, Joseph Stálin e Winston Churchill permanece vivo? A resposta é simples: a Segunda Guerra Mundial desafia e assusta. Através dos livros, crueldade e genialidade caminham juntas e proporcionam retornar à época mais atroz em que a humanidade viveu.
Em frente a um estande do Setor C, o empresário Jaime Moraes, de Campo Bom, observa a foto de Churchill, personagem da obra homônima, escrita por Lord Roy Jenkins. “A Segunda Guerra fascina. O fanatismo dos nazistas, as estratégias não divulgadas e os planos malsucedidos são um prato cheio para quem não abre mão da boa literatura”, comenta. Sua esposa, Cátia, que carrega um exemplar do livro Operação Valkíria, de Jesús Hernandez, acrescenta: “Não existe melhor lugar para encontrar literatura específica do que a Feira do Livro.”
Ao caminhar por entre os estandes dos quase 170 livreiros presentes no evento, a presença do grande número de títulos relacionados ao tema chama a atenção. A biografia de Hitler, de Joachin Fest, que analisa minuciosamente a personalidade do tirano alemão, é um dos volumes de maior destaque nos expositores. Churchill, Hitler e a Guerra desnecessária, de Patrick J. Buchanan, e Rosa de Stalingrado, de Valérie Benaim e Jean-Claude Halle, também estão entre os procurados.
Para o livreiro Nilton Silva, o tema sempre despertará o interesse dos leitores. “Ainda que antiga, a Guerra sempre será atual. A cada obra publicada o leitor tem a possibilidade de tirar novas conclusões, de encontrar a sua explicação para o que aconteceu”, afirma.
Entre biografias, manuais, almanaques e romances, a Segunda Guerra Mundial permanece viva. E, se um dos mais instigantes conflitos mundiais ainda não terminou, seu palco é, até 15 de novembro, a Praça da Alfândega.
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