Ela sonhou mais um pouco, chorou mais um pouco, viveu mais um pouco. Os dias passaram. Um a um, trouxeram consigo dúvidas e questionamentos. Trouxeram inquietude e ansiedade. Ela precisava pensar, mas não sabia sobre o que. Precisava parar, mas não sabia como. Apenas precisava.
Sentia a falta de algo, ainda que tivesse tudo. Sentia a falta dos sentimentos, embora eles estivessem à flor da pele. Sentia falta do sorriso, mesmo que ele estivesse sempre presente em seu rosto. Riu. E lembrou-se do tempo em que o riso era fácil. Os tempos eram outros.
Ela sabia que a infância havia passado, que a adolescência já não estava mais presente. Havia chegado a hora de crescer. Ela não queria, mas sabia ser necessário. Não se pode ser criança para sempre, pensou. Percebeu que o que a espera é grande. Ainda é desconhecido, ainda é assustador. Ainda é o início. Mas sabe ela que é único e inevitável, e, por isso, é maravilhoso. Só resta esperar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
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