segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ela não iria desistir

Quando parou para pensar, percebeu que não estava errada. De grande alívio sua alma foi invadida, e embora estivesse triste, seu coração encheu-se de alegria. Ela não estava errada. Não tinha culpa de sonhar, de sentir, de querer. Mais do que isso: percebeu que lutar por tudo aquilo que queria não era errado, embora tentassem fazê-la pensar de tal maneira. Não estava errada!

Tudo aquilo que a fazia mal, no mesmo instante, deixou de existir. Não mais faria diferença. Não era justo deixar-se corroer por algo que, na verdade, não existia. A força que lhe faltava veio como que em choque. Estava forte novamente. E pronta. Reergueu-se. A partir daquele momento, deixar de sonhar estava proibido.

Não podia deixar tudo aquilo para trás. Era demais, era lindo, era perfeito. Precisava lutar por isso. E era exatamente o que iria fazer.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Minha autoconfiança exagerada

E depois de quase um mês, volto para, de certa forma, desabafar a respeito do excesso de autoconfiança que ronda minhas atitudes e pensamentos no últimos tempos. É como se eu pudesse tudo. Eu sei tudo, posso tudo, consigo tudo. Se eu não consigo é porque eu não quero, só por isso.

Não chega a ser egocentrismo. Eu acho. Na verdade, essa sensação de ‘tudo só depende de mim’é boa, até. Juro! Mas, sei lá, me disseram que é errado, e essas regras da sociedade costumam me assustar um pouco.

Não consigo classificar esse tipo de pensamento de maneira positiva e sei que, certamente, devem pensar que pode ser falta de humildade. Mas não é, eu juro, de novo.Entretanto, vi que, realmente, as coisas estão ao meu alcance. Tudo, na verdade. Só ao meu. Só depende de mim. Eu.

Comecei a escrever sem a menor idéia de onde chegaria. E, bom, quando escrevi esse ‘eu’ me dei conta da imensidão de gente que essa palavra engloba. Família, amigos, relações profissionais, o motorista do ônibus, a empregada. Todos fazem parte desse ‘eu’. E, embora eu continue com a convicção de poder tudo, percebi que por trás de mim existem outros.

Nem deveria falar isso, porque certamente vai parecer hipocrisia. Mas foi pensado, tem que ser escrito, não posso deixar passar. Porque comecei a escrever com esse pensamento super autoconfiante e, agora, termino vendo que eu sou apenas o produto final. E por trás de um produto final existem, sempre, grandes pessoas. É... Acho que aprendi.