sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Veríssimo é rei!

Ele é. São poucos os que escrevem um único texto que pode ter tão vasto leque de leitores. É quase impossível abrir uma página de alguma de seus livros de crônica e deixá-la, alguns minutos depois, sem que ela tenha provocado ao menos uma leve risada.

Ao ganhar meu primeiro livro “de gente grande”, aos oito anos, no aeroporto do Rio de Janeiro, mal sabia eu que aquele seria um dos meus livros preferidos até hoje. Mamãe Sandra acertou ao escolher aquele livro de capa laranja, cujas páginas penetram, como outras obras do autor, nos lares e nas vidas dos brasileiros. Brasileiros como eu. Como você. Como o próprio Veríssimo. Comédias para se Ler na Escola: meu primeiro livro.

Recordo-me como se fosse hoje quando sentei nas sempre desconfortáveis poltronas da classe econômica do avião da TAM, quando peguei aquele livro cuja capa abriga um simpático gordinho grisalho sentado em uma classe de escola e li, no verso, algumas palavras de Ana Maria Machado: “Depois de ler este livro, duvido que algum jovem ainda seja capaz de dizer que não curte ler”. E eu, apaixonada por palavras que era, me encantei.

Luís Fernando Veríssimo me fascina até hoje. Meus filhos lerão Veríssimo. Meus netos lerão Veríssimo. Eu lerei Veríssimo. Sempre. E agora.

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