sexta-feira, 16 de outubro de 2009

E a saudade vem

Talvez você nem sinta mais saudade. Até que um dia, você percebe que aquela pessoa que um dia fez parte de sua vida, agora, está longe. Você não sabe mais o que ela faz, do que gosta, a que horas vai dormir. Será que ele ainda come pão com manteiga e açúcar? Será que ela ainda só consegue dormir depois de tomar uma xícara de café bem quente? E o leite? Só fica na medida depois de três colheres e meia de achocolatado?

Talvez você nem sinta mais saudade. A falta acostuma. E quando você pensar que, finalmente, aquela imensa cicatriz, a cicatriz causada pela falta, tiver fechado, virá a lembrança. Lembrança de conversas juvenis, de abraços adultos e de risadas infantis. Por que se foi?

E você já não sabe se ela ainda acorda às 7:13, se ele leva o cachorro para passear às terças, quintas e sábados, se aquela avó que estava doente morreu. Você não sabe. E acha que nem sente mais saudade. E é nessa hora que a saudade vem.

Nenhum comentário: