quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ociosas vaquinhas

No primeiro texto que postei, falei que gostaria de escrever sobre o passatempo das vacas. É um assunto idiota e fútil, eu confesso, mas devo admitir que realmente me chama a atenção. Por muitas vezes, principalmente naquelas longas viagens, nas quais se passa por campos verdinhos e intermináveis, eu vejo aquelas vacas deitadas, sentadas, comendo, olhando pro nada, sei lá. Enfim, não estão fazendo nada de interessante. E isso provoca, invariavelmente, uma profunda reflexão sobre a arte de fazer nada.

Sim, concordo, é legal passar a tarde inteira deitada no sofá olhando para a parede com os pés girando no ar – pelo menos eu gosto. É aquela agradável sensação de estar fazendo nada. Perfeito! Perfeito para quem tem, já nas próximas horas, um extenso cronograma de coisas a fazer. Mas aí, novamente, meu pensamento retorna às pobres vacas. Qual é a perspectiva de vida de uma vaca? Refiro-me às vacas, mas pode ser qualquer outro ser vivo irracional – se bem que vários racionais levam uma vida tão emocionante quanto a de uma vaca, mas isso não vem ao caso.

Um matadouro, talvez. Seria essa a perspectiva de vida da pobre vaca? Virar churrasco? Ou passar a vida inteira sentindo todo mundo apertando suas graciosas tetinhas todos os dias de manhã? Ou ainda, pode servir como progenitora e ver seus bezerrinhos prontos a se enquadrarem em alguma dessas alternativas. Claro, tem as que ficam famosas e vão pro comercial do Toddy, mas reconheço que realmente são poucas. Triste vida de vaca.

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