Após uma constante, exagerada e cansativa cobertura do seqüestro de Eloá, a menina que virou santa após morrer com um tiro na cabeça, discutir o assunto e clamar por paz virou clichê. Culpar a polícia pelo acontecido também já virou costume nos debates. O órgão de segurança, concordo, não é isento, mas também não é o único culpado. O que dizer a da mídia?
Na era da informação instantânea, é tarefa árdua para um jornalista manter seu emprego em meio a tanta concorrência. Profissionais sedentos por furos e detalhes inéditos cobrem todo e qualquer acontecimento. Aos que, possivelmente, darão audiência, dispensam semanas divulgando fotos dos mais diversos ângulos, acontecimentos sórdidos e detalhes dispensáveis.
Muitos profissionais da comunicação, desde o início do seqüestro de Eloá e Nayara, agiram, e continuam agindo, como abutres rodando uma carniça. Semelhante ao caso da pequena Isabella Nardoni, jornais, programas de televisão, rádio e internet fizeram de um drama familiar uma disputa por audiência e poder.
É importante analisar, em um momento no qual todas as atenções estão voltadas à mídia, até que ponto ela influencia, positiva ou negativamente, casos com os quais não está preparada para lidar.
Lindemberg Alves é o nome do jovem que matou sua ex-namorada depois de mantê-la em cativeiro durante 100 horas. O que chama a atenção nesse caso é o fato de o seqüestrador acompanhar cada passo da polícia através dos meios de comunicação. A própria mídia alimentava as ações de Lindemberg. E o fez acreditar que era herói.
Apresentadores falaram com o garoto de 22 anos pelo telefone. Que tipo de preparo técnico, e até mesmo psicológico, tem um apresentador de televisão para falar com um criminoso durante um seqüestro? Nenhum. Esse tipo de comportamento apenas aumentou as dimensões do suposto poder do jovem.
Flashes constantes, entrevistas banais, longas conversas telefônicas e um insistente clamor pela liberdade das meninas fizeram com que Lindemberg Alves se considerasse “o cara”. Um claro exemplo da inconseqüência de profissionais que, certamente, contribuiu para o desfecho trágico do acontecimento que marcou os brasileiros.
Existe um caminho que leva ao reconhecimento e ao sucesso. Apelação e exagero, com certeza, não fazem parte dele. Competência e ética, sim.
Na era da informação instantânea, é tarefa árdua para um jornalista manter seu emprego em meio a tanta concorrência. Profissionais sedentos por furos e detalhes inéditos cobrem todo e qualquer acontecimento. Aos que, possivelmente, darão audiência, dispensam semanas divulgando fotos dos mais diversos ângulos, acontecimentos sórdidos e detalhes dispensáveis.
Muitos profissionais da comunicação, desde o início do seqüestro de Eloá e Nayara, agiram, e continuam agindo, como abutres rodando uma carniça. Semelhante ao caso da pequena Isabella Nardoni, jornais, programas de televisão, rádio e internet fizeram de um drama familiar uma disputa por audiência e poder.
É importante analisar, em um momento no qual todas as atenções estão voltadas à mídia, até que ponto ela influencia, positiva ou negativamente, casos com os quais não está preparada para lidar.
Lindemberg Alves é o nome do jovem que matou sua ex-namorada depois de mantê-la em cativeiro durante 100 horas. O que chama a atenção nesse caso é o fato de o seqüestrador acompanhar cada passo da polícia através dos meios de comunicação. A própria mídia alimentava as ações de Lindemberg. E o fez acreditar que era herói.
Apresentadores falaram com o garoto de 22 anos pelo telefone. Que tipo de preparo técnico, e até mesmo psicológico, tem um apresentador de televisão para falar com um criminoso durante um seqüestro? Nenhum. Esse tipo de comportamento apenas aumentou as dimensões do suposto poder do jovem.
Flashes constantes, entrevistas banais, longas conversas telefônicas e um insistente clamor pela liberdade das meninas fizeram com que Lindemberg Alves se considerasse “o cara”. Um claro exemplo da inconseqüência de profissionais que, certamente, contribuiu para o desfecho trágico do acontecimento que marcou os brasileiros.
Existe um caminho que leva ao reconhecimento e ao sucesso. Apelação e exagero, com certeza, não fazem parte dele. Competência e ética, sim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário