domingo, 10 de maio de 2009

A ti, minha heroína

Não poderia deixar passar esse dia tão especial em branco. Embora teu dia seja não só esse, mas, também, todos os outros, penso que nunca é demais lembrar a imensa importância que tu tens em minha vida.

Tu és aquela pela qual sinto o tão falado amor incondicional. Independente do que aconteça, vou estar sempre ao teu lado, como sei que tu estarás ao meu. Nem sempre as coisas são fáceis, mas, juntas, nós duas somos muito fortes. Invencíveis, eu diria. Isso porque, me espelhando em cada gesto, em cada palavra e em cada conselho teu, eu aprendi que mãe é heroína. Pode tudo. E, contigo, eu posso também.

A nossa convivência não é recheada de declarações de amor. É muito mais do que isso. O nosso amor, nossa confiança e nossa cumplicidade estão impressos em cada gesto, em cada favor, em cada abraço, em cada beijo, em cada vez que tu colocas a mão em minha testa e em cada objeto perdido que tu encontras sempre, milagrosamente. Atitudes, como sempre, valem muito mais do que palavras. E as nossas atitudes provam que esse, o nosso amor, é infinito.

E hoje, mãe, quero te dizer, mais uma vez, que tu és o motivo dos inúmeros sorrisos, do meu constante desejo de ser cada vez melhor e, assim, fazer de ti uma mãe orgulhosa e realizada. Tenha a certeza de que tu tens uma filha que tem orgulho de dizer “Aquela ali é a minha mãe.”

Tu és muito mais do que qualquer um pode imaginar. Dona de uma força incrível, de um abraço acolhedor, de um sorriso inconfundível (e lindo!), de uma inteligência invejável. Confesso que, embora seja clichê, eu realmente não consigo encontrar palavras para expressar o amor que eu sinto por ti. É daqui até a Lua. Ida e volta. E ainda mais!

Todos deveriam ter uma mãe como tu, Sandra. Eu, felizmente, tive essa sorte! Muito obrigada por todos os conselhos, pelas conversas, pelos ensinamentos e valores que tu tanto te preocupaste em me passar durante esses 19 anos. Obrigada por me fazer ver que mesmo os piores dias não são tão ruins assim e que as respostas para as mais cruéis dúvidas estão dentro de mim. Obrigada pelo carinho e pela preocupação. Obrigada até mesmo pelas vezes em que tu tens que me chamar para uma conversa mais séria (na qual o cenário é, invariavelmente, um quarto desarrumado). Enfim, mãe, muito obrigada por tudo! Cada momento nosso está muito bem guardado em meu coração. Eu te amo por tudo o que tu és e, também, por tudo aquilo que tu me ensinaste a ser!

Feliz Dia das Mães, meu tudo!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Amor (o de verdade)

Sabe o que é amor? A-M-O-R. Amor de verdade. Não aquilo que andam chamando de amor por aí. Não é a gratidão por um único favor, em um dia qualquer. Não é um comprimento na rua, não é uma conversa de quinze minutos.

Amor não é macarrão instantâneo. Merece muito cuidado, merece dedicação. Amor não nasce em uma festa, não nasce em uma conversa. Amor não cresce em uma foto de Orkut, muito menos ao som de um funk. Amor não é só afinidade.
Amor, aquele de verdade, precisa de tempo. Precisa de química, precisa de compreensão, de cumplicidade. Precisa de algo que é, na verdade, maior do que tudo o que já se julgou saber. O que o faz existir é muito maior do que qualquer um pode controlar.

Amor de namorado, amor de amigo, amor de conhecido. Amores que se tornaram frágeis, falsos e hipócritas. Começam hoje, terminam amanhã. Te vi na rua hoje, te amo daqui a pouco. Amam antes mesmo de conhecer. Chega a ser triste para aqueles que amam ver o quão banalizado tornou-se o sentimento mais sublime. A pureza do amor verdadeiro é para poucos.

E, se é mesmo amor, é pra sempre. Se é mesmo amor, é de verdade. Se é mesmo amor, é bem simples. Por mais complicado que isso possa parecer.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E volto mesmo!

Acabei de ler uma notícia que me deixou, no mínimo, transtornada. Uma empresária matou seu marido, sua irmã e sua sobrinha para livrá-los do sofrimento. Isso porque, segundo ela, a situação financeira estava difícil, beirando o insuportável. Matou. Assim mesmo, bem simples. Drástica solução.

Então, lendo aquela matéria e custando a acreditar na sanidade da mulher (embora ela insistisse saber “bem” o que estava fazendo), me vi pensando na facilidade com que se pode destruir até mesmo os planos mais banais de alguém. E se eu estivesse planejando ir ao cinema na sexta-feira? E se eu tivesse dentista? E se eu estivesse esperando por ‘aquela’ festa? Confesso que um dia cheguei a pensar que cada um fosse responsável pelas suas decisões. Suas. Não as dos outros.

Até que ponto alguém pode decidir por mim o quanto eu quero sofrer (e chorar, e sorrir, e tudo o mais que acontece todos os dias)? Tudo bem, privacidade é coisa do passado, todo mundo sabe tudo de todo mundo, mas espera aí! Será que dá para me deixar sofrer sozinha? Dá para me deixar decidir sozinha? Dá, por favor, para me deixar viver sozinha?

Enfim, não foi comigo, mas poderia ser. É apenas um aviso. Eu garanto, nunca julgarei felicidade, tristeza, rancor, êxtase nem qualquer outra sentimento como insuportável. Por isso, apenas digo uma coisa: deixem-me sentir tudo, tudo, tudo! Porque se alguém me matar eu volto para puxar o pé!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

É vício

Não contém álcool, não faz mal à saúde, não é proibido, não tem contra-indicação. Ainda assim, é a bebida mais espetacular que existe. É melhor que chocolate quente e leite com Nescau. É melhor que café e que água. É melhor que Coca-Cola, que Fruki, que vinho, que qualquer coisa. É até melhor que Biotônico Fontoura. E Sorine. Sim, aquele mesmo, de colocar no nariz. Eu sou viciada em chá. É sério.

Chá tem um gosto diferente, daqueles que não agrada a todos os paladares. Chá quentinho no inverno, debaixo do cobertor, assistindo a um bom filme, comendo pipoca. Chá no verão, bem gelado, depois de beber metade da água do mar (infelizmente, crescer não me impediu de beber alguns litros durante o verão). Confesso que venero tanto tal bebida que se torna difícil descrevê-la – por mais ridículo que possa parecer.

Talvez seja por que o chá é um companheiro de infância. A partir do dia em que eu nasci, a jarra de chá passou a habitar a nossa geladeira. Passei a amar e queria que todos amassem também. Minha insistência fez com que quase todos que freqüentavam minha casa passassem a tomar chá. Primos, amigos, namorado. Todos, até os que não gostavam, renderam-se ao chá, salvo exceções que insistem na água.

Não consigo ficar um dia sem tomar, preciso saber que, independente da hora, posso abrir a porta da geladeira e o chá vai estar me esperando. Chá é vício. Um vício do qual eu não quero me livrar. Agora, com licença, minha garrafinha de chá já está vazia e eu preciso ir lá buscar mais.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Minha eterna infância

Acordei com vontade de tomar Coca-Cola na mamadeira. Normal, se eu não tivesse 18 anos. Na verdade, não julguei minha vontade como anormal, mas a cara com a qual minha mãe me olhou deixou um pouco receosa quanto ao meu desejo. Ainda assim, julguei ser necessário levar minha vontade adiante, mas não encontrei qualquer objeto que fizesse menção a minha época de bebê no armário.

Meus 18 anos não me fizeram achar que Rá-Tim-Bum é chato e eu continuo achando Sailor Moon o máximo. E que não apareçam psicólogos dizendo que isso é trauma de infância, porque eu garanto que não é.
Eu ainda peço para minha mãe me por para dormir, eu ainda brigo com o meu irmão e não consigo ficar acordada até muito tarde, salvo exceções. Eu ainda leio gibi, as músicas da Xuxa e do Balão Mágico estão nas mais tocadas do meu Ipod e eu assisto vídeos de desenho no You Tube. E, se for para brincar de alguma coisa, eu juro, prefiro ser café-com-leite. Sou criança mesmo, e daí? Adultos são chatos. E sérios.

Não é sinal de infantilidade. É completamente verdadeiro e nada preocupante. Quem sabe eu ainda julgue importante cultivar a criança dentro de mim. Que anda bem viva, por sinal.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Uma verdade perturbadora

Impossível ficar sem escrever. Parece que sufoca e dá vontade de vomitar. Na verdade, a ânsia por dizer certas coisas, tanto boas quanto ruins, vem me provocando esse tipo de sensação, ultimamente. E, já que escrever é, sim, melhor e mais verdadeiro do que falar, aqui estou, vergonhosamente, depois de mais de um mês. Lamentável. Todavia, utilizando o bom e velho clichê, antes tarde do que nunca. Esse post faz parte do meu conturbado mas, ainda assim, extremamente sincero e verdadeiro retorno.

Passei por uma pequena crise existencial em relação ao meu blog e, por um momento, cogitei a idéia de abandoná-lo ou, ao menos, bloqueá-lo para visitas. Isso porque esse mundo virtual, e eu já disse isso em outras ocasiões, me parece demasiado hipócrita. Eu, sinceramente, não estou aqui para me promover. Eu estou aqui porque gosto. E se tu, leitor, julgares necessário e interessante comentar qualquer coisa, sobre qualquer texto, faça-o. Mas não espere retribuições, não quero ser mais um número inútil e mentiroso em teus comentários.

Talvez essa atitude seja um pouco egoísta, ou até mesmo egocêntrica. Mas essa é uma idéia que me persegue desde o momento em que comecei a escrever aqui, e percebi que muitos comentários são uma tentativa (sempre frustrada, a quem possa interessar) de receber algo em troca. Desculpem, mas o meu objetivo é outro, meu objetivo é escrever, porque é disso que eu gosto. E isso, eu tenho certeza, é muito maior do que uma simples autopromoção.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ainda é o início

Ela sonhou mais um pouco, chorou mais um pouco, viveu mais um pouco. Os dias passaram. Um a um, trouxeram consigo dúvidas e questionamentos. Trouxeram inquietude e ansiedade. Ela precisava pensar, mas não sabia sobre o que. Precisava parar, mas não sabia como. Apenas precisava.

Sentia a falta de algo, ainda que tivesse tudo. Sentia a falta dos sentimentos, embora eles estivessem à flor da pele. Sentia falta do sorriso, mesmo que ele estivesse sempre presente em seu rosto. Riu. E lembrou-se do tempo em que o riso era fácil. Os tempos eram outros.

Ela sabia que a infância havia passado, que a adolescência já não estava mais presente. Havia chegado a hora de crescer. Ela não queria, mas sabia ser necessário. Não se pode ser criança para sempre, pensou. Percebeu que o que a espera é grande. Ainda é desconhecido, ainda é assustador. Ainda é o início. Mas sabe ela que é único e inevitável, e, por isso, é maravilhoso. Só resta esperar.