quarta-feira, 15 de abril de 2009

E volto mesmo!

Acabei de ler uma notícia que me deixou, no mínimo, transtornada. Uma empresária matou seu marido, sua irmã e sua sobrinha para livrá-los do sofrimento. Isso porque, segundo ela, a situação financeira estava difícil, beirando o insuportável. Matou. Assim mesmo, bem simples. Drástica solução.

Então, lendo aquela matéria e custando a acreditar na sanidade da mulher (embora ela insistisse saber “bem” o que estava fazendo), me vi pensando na facilidade com que se pode destruir até mesmo os planos mais banais de alguém. E se eu estivesse planejando ir ao cinema na sexta-feira? E se eu tivesse dentista? E se eu estivesse esperando por ‘aquela’ festa? Confesso que um dia cheguei a pensar que cada um fosse responsável pelas suas decisões. Suas. Não as dos outros.

Até que ponto alguém pode decidir por mim o quanto eu quero sofrer (e chorar, e sorrir, e tudo o mais que acontece todos os dias)? Tudo bem, privacidade é coisa do passado, todo mundo sabe tudo de todo mundo, mas espera aí! Será que dá para me deixar sofrer sozinha? Dá para me deixar decidir sozinha? Dá, por favor, para me deixar viver sozinha?

Enfim, não foi comigo, mas poderia ser. É apenas um aviso. Eu garanto, nunca julgarei felicidade, tristeza, rancor, êxtase nem qualquer outra sentimento como insuportável. Por isso, apenas digo uma coisa: deixem-me sentir tudo, tudo, tudo! Porque se alguém me matar eu volto para puxar o pé!

Um comentário:

Peter disse...

Não tenho outra coisa a dizer senão que isso com certeza é a falta de Deus.
Sim, Deus,literalmente.
As pessoas saem por aí achando que isso é tudo, julgando saber algo mais do que alguém, e no caso, mais do que as próprias pessoas.
E algum ateu pode perguntar agora, onde estava então o tal Deus nessa hora..
Só posso dizer que tudo que acontece tem um propósito pela misericórdia Dele, pq Ele é tão grande, mas tão bom que não faz as escolhas por nós, só as assiste e usa da misericórdia Dele para conosco.

Bjux