segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Te quero comigo

Dizem ser o ciclo da vida. Nascer, crescer e morrer. Toda essa teoria é muito fácil quando está longe dos olhos e, mais ainda, do coração. É inútil querer lutar contra a força do que está acima de tudo. Simplesmente, a hora começa a se aproximar. E àqueles que não abrem mão dos inúmeros clichês cabíveis a essa situação, apenas digo: eu não estou preparada.

Não sei lidar com a ausência, com a saudade, com a perda. Não me conformo com o nunca mais, com o silêncio e com o vazio. Continuo querendo aquelas palavras, aquelas histórias, a torcida, o abraço, as palmas. Elas ainda estão aqui, mas eu não sei até quando.


Se pudesse, te faria durar para sempre. Se pudesse, congelaria o tempo durante os almoços de domingo, as conversas sobre futebol, os carteados e as brincadeiras. O tempo, contudo, é implacável. Não perdoa, não espera e, infelizmente, não me deixa te ter para sempre. Te guardo com todo o meu amor, com toda a minha torcida. Te quero aqui. Fica com a gente, tá?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ela não iria desistir

Quando parou para pensar, percebeu que não estava errada. De grande alívio sua alma foi invadida, e embora estivesse triste, seu coração encheu-se de alegria. Ela não estava errada. Não tinha culpa de sonhar, de sentir, de querer. Mais do que isso: percebeu que lutar por tudo aquilo que queria não era errado, embora tentassem fazê-la pensar de tal maneira. Não estava errada!

Tudo aquilo que a fazia mal, no mesmo instante, deixou de existir. Não mais faria diferença. Não era justo deixar-se corroer por algo que, na verdade, não existia. A força que lhe faltava veio como que em choque. Estava forte novamente. E pronta. Reergueu-se. A partir daquele momento, deixar de sonhar estava proibido.

Não podia deixar tudo aquilo para trás. Era demais, era lindo, era perfeito. Precisava lutar por isso. E era exatamente o que iria fazer.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Minha autoconfiança exagerada

E depois de quase um mês, volto para, de certa forma, desabafar a respeito do excesso de autoconfiança que ronda minhas atitudes e pensamentos no últimos tempos. É como se eu pudesse tudo. Eu sei tudo, posso tudo, consigo tudo. Se eu não consigo é porque eu não quero, só por isso.

Não chega a ser egocentrismo. Eu acho. Na verdade, essa sensação de ‘tudo só depende de mim’é boa, até. Juro! Mas, sei lá, me disseram que é errado, e essas regras da sociedade costumam me assustar um pouco.

Não consigo classificar esse tipo de pensamento de maneira positiva e sei que, certamente, devem pensar que pode ser falta de humildade. Mas não é, eu juro, de novo.Entretanto, vi que, realmente, as coisas estão ao meu alcance. Tudo, na verdade. Só ao meu. Só depende de mim. Eu.

Comecei a escrever sem a menor idéia de onde chegaria. E, bom, quando escrevi esse ‘eu’ me dei conta da imensidão de gente que essa palavra engloba. Família, amigos, relações profissionais, o motorista do ônibus, a empregada. Todos fazem parte desse ‘eu’. E, embora eu continue com a convicção de poder tudo, percebi que por trás de mim existem outros.

Nem deveria falar isso, porque certamente vai parecer hipocrisia. Mas foi pensado, tem que ser escrito, não posso deixar passar. Porque comecei a escrever com esse pensamento super autoconfiante e, agora, termino vendo que eu sou apenas o produto final. E por trás de um produto final existem, sempre, grandes pessoas. É... Acho que aprendi.

domingo, 10 de maio de 2009

A ti, minha heroína

Não poderia deixar passar esse dia tão especial em branco. Embora teu dia seja não só esse, mas, também, todos os outros, penso que nunca é demais lembrar a imensa importância que tu tens em minha vida.

Tu és aquela pela qual sinto o tão falado amor incondicional. Independente do que aconteça, vou estar sempre ao teu lado, como sei que tu estarás ao meu. Nem sempre as coisas são fáceis, mas, juntas, nós duas somos muito fortes. Invencíveis, eu diria. Isso porque, me espelhando em cada gesto, em cada palavra e em cada conselho teu, eu aprendi que mãe é heroína. Pode tudo. E, contigo, eu posso também.

A nossa convivência não é recheada de declarações de amor. É muito mais do que isso. O nosso amor, nossa confiança e nossa cumplicidade estão impressos em cada gesto, em cada favor, em cada abraço, em cada beijo, em cada vez que tu colocas a mão em minha testa e em cada objeto perdido que tu encontras sempre, milagrosamente. Atitudes, como sempre, valem muito mais do que palavras. E as nossas atitudes provam que esse, o nosso amor, é infinito.

E hoje, mãe, quero te dizer, mais uma vez, que tu és o motivo dos inúmeros sorrisos, do meu constante desejo de ser cada vez melhor e, assim, fazer de ti uma mãe orgulhosa e realizada. Tenha a certeza de que tu tens uma filha que tem orgulho de dizer “Aquela ali é a minha mãe.”

Tu és muito mais do que qualquer um pode imaginar. Dona de uma força incrível, de um abraço acolhedor, de um sorriso inconfundível (e lindo!), de uma inteligência invejável. Confesso que, embora seja clichê, eu realmente não consigo encontrar palavras para expressar o amor que eu sinto por ti. É daqui até a Lua. Ida e volta. E ainda mais!

Todos deveriam ter uma mãe como tu, Sandra. Eu, felizmente, tive essa sorte! Muito obrigada por todos os conselhos, pelas conversas, pelos ensinamentos e valores que tu tanto te preocupaste em me passar durante esses 19 anos. Obrigada por me fazer ver que mesmo os piores dias não são tão ruins assim e que as respostas para as mais cruéis dúvidas estão dentro de mim. Obrigada pelo carinho e pela preocupação. Obrigada até mesmo pelas vezes em que tu tens que me chamar para uma conversa mais séria (na qual o cenário é, invariavelmente, um quarto desarrumado). Enfim, mãe, muito obrigada por tudo! Cada momento nosso está muito bem guardado em meu coração. Eu te amo por tudo o que tu és e, também, por tudo aquilo que tu me ensinaste a ser!

Feliz Dia das Mães, meu tudo!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Amor (o de verdade)

Sabe o que é amor? A-M-O-R. Amor de verdade. Não aquilo que andam chamando de amor por aí. Não é a gratidão por um único favor, em um dia qualquer. Não é um comprimento na rua, não é uma conversa de quinze minutos.

Amor não é macarrão instantâneo. Merece muito cuidado, merece dedicação. Amor não nasce em uma festa, não nasce em uma conversa. Amor não cresce em uma foto de Orkut, muito menos ao som de um funk. Amor não é só afinidade.
Amor, aquele de verdade, precisa de tempo. Precisa de química, precisa de compreensão, de cumplicidade. Precisa de algo que é, na verdade, maior do que tudo o que já se julgou saber. O que o faz existir é muito maior do que qualquer um pode controlar.

Amor de namorado, amor de amigo, amor de conhecido. Amores que se tornaram frágeis, falsos e hipócritas. Começam hoje, terminam amanhã. Te vi na rua hoje, te amo daqui a pouco. Amam antes mesmo de conhecer. Chega a ser triste para aqueles que amam ver o quão banalizado tornou-se o sentimento mais sublime. A pureza do amor verdadeiro é para poucos.

E, se é mesmo amor, é pra sempre. Se é mesmo amor, é de verdade. Se é mesmo amor, é bem simples. Por mais complicado que isso possa parecer.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E volto mesmo!

Acabei de ler uma notícia que me deixou, no mínimo, transtornada. Uma empresária matou seu marido, sua irmã e sua sobrinha para livrá-los do sofrimento. Isso porque, segundo ela, a situação financeira estava difícil, beirando o insuportável. Matou. Assim mesmo, bem simples. Drástica solução.

Então, lendo aquela matéria e custando a acreditar na sanidade da mulher (embora ela insistisse saber “bem” o que estava fazendo), me vi pensando na facilidade com que se pode destruir até mesmo os planos mais banais de alguém. E se eu estivesse planejando ir ao cinema na sexta-feira? E se eu tivesse dentista? E se eu estivesse esperando por ‘aquela’ festa? Confesso que um dia cheguei a pensar que cada um fosse responsável pelas suas decisões. Suas. Não as dos outros.

Até que ponto alguém pode decidir por mim o quanto eu quero sofrer (e chorar, e sorrir, e tudo o mais que acontece todos os dias)? Tudo bem, privacidade é coisa do passado, todo mundo sabe tudo de todo mundo, mas espera aí! Será que dá para me deixar sofrer sozinha? Dá para me deixar decidir sozinha? Dá, por favor, para me deixar viver sozinha?

Enfim, não foi comigo, mas poderia ser. É apenas um aviso. Eu garanto, nunca julgarei felicidade, tristeza, rancor, êxtase nem qualquer outra sentimento como insuportável. Por isso, apenas digo uma coisa: deixem-me sentir tudo, tudo, tudo! Porque se alguém me matar eu volto para puxar o pé!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

É vício

Não contém álcool, não faz mal à saúde, não é proibido, não tem contra-indicação. Ainda assim, é a bebida mais espetacular que existe. É melhor que chocolate quente e leite com Nescau. É melhor que café e que água. É melhor que Coca-Cola, que Fruki, que vinho, que qualquer coisa. É até melhor que Biotônico Fontoura. E Sorine. Sim, aquele mesmo, de colocar no nariz. Eu sou viciada em chá. É sério.

Chá tem um gosto diferente, daqueles que não agrada a todos os paladares. Chá quentinho no inverno, debaixo do cobertor, assistindo a um bom filme, comendo pipoca. Chá no verão, bem gelado, depois de beber metade da água do mar (infelizmente, crescer não me impediu de beber alguns litros durante o verão). Confesso que venero tanto tal bebida que se torna difícil descrevê-la – por mais ridículo que possa parecer.

Talvez seja por que o chá é um companheiro de infância. A partir do dia em que eu nasci, a jarra de chá passou a habitar a nossa geladeira. Passei a amar e queria que todos amassem também. Minha insistência fez com que quase todos que freqüentavam minha casa passassem a tomar chá. Primos, amigos, namorado. Todos, até os que não gostavam, renderam-se ao chá, salvo exceções que insistem na água.

Não consigo ficar um dia sem tomar, preciso saber que, independente da hora, posso abrir a porta da geladeira e o chá vai estar me esperando. Chá é vício. Um vício do qual eu não quero me livrar. Agora, com licença, minha garrafinha de chá já está vazia e eu preciso ir lá buscar mais.