terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quando reconhecimento é palavra esquecida

Cheguei a achar que tudo que eu julgava certo era, realmente, o certo. Que tudo o que eu imaginava ser errado era, sim, errado. Que o que eu pensava ser o melhor para mim seria, também, o melhor para os outros.

Não sei denominar bem esse sentimento, mas talvez seja egocentrismo. Admito, sou um pouco egocêntrica mesmo, mas, de certa forma, eu soube transformar isso em uma qualidade negativa (exatamente: qualidade negativa). Não me pergunte o que é isso e também não me pergunte como eu consegui; eu não sei, juro! Sei lá, talvez eu tenha convertido egocentrismo em autoconfiança.
Ainda assim, acabei por me decepcionar com situações e pessoas. Expectativa demais sobre determinados fatos me fizeram prever equivocadamente alguns resultados e, infelizmente, acabei me frustrando.

O que mais tem por aí é gente frustrada consigo mesma. Acreditam ser os mais inteligentes, os mais talentosos, os mais tudo. No fim, quebram a cara. Talvez tenha acontecido comigo agora. Não que eu pensasse ser a melhor. Claro que não. Mas talvez eu tenha me dedicado demais a algo que para os outros era insignificante. Para mim, valia muito. Para os outros, valia nada. E reconhecimento, aqui, é palavra que ficou completamente esquecida.

Penso ser difícil, mas extremamente necessário admitir uma frustração. Também detesto textos de pseudo-filósofos que saem por aí pregando lições de como ser uma pessoa melhor. E assim, sem nenhuma espécie de manual, negando qualquer conselho de moralistas de plantão, eu vou vivendo. Isso porque agora eu sei que vida boa mesmo é aquela em que até decepção vira aprendizado.

2 comentários:

Clau disse...

Likinha, concordo plenamente contigo!
mas eu te reconheço. Te reconheço como amiga, como AQUELA amiga!
Um beijo e te vejo em breve! =D

Ana Gabi disse...

"vida boa mesmo é aquela em que até decepção vira aprendizado."

assino embaixo!

beijocas!